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“Pela multidão das tuas iniquidades, na injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; Eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu a ti, e te tornei em cinza sobre a terra, à vista de todos os que te contemplavam. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; chegaste a um fim horrível, e não mais existirás, por todo o sempre.” (Ezequiel 28.18-19).

“Mais um pouco de tempo e já não existirá o ímpio ...” (Salmo 37.10). “Mas os ímpios perecerão [isto é, deixarão de existir], e os inimigos do Senhor serão como a beleza das pastagens; desaparecerão, em fumaça se desfarão.” (Salmo 37.20).

 “Pois eis que vem o dia, e arde como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem perversidade, serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo.” (Malaquias 4.1). Os pecados cometidos, e para os quais não houve perdão, consumirão aquele que os cometeu. Assim, tanto Satanás a raiz do pecado como seus seguidores os ramos deixarão de existir.

 

Dando tempo ao tempo para tirar-lhe a máscara!

Por que isso não aconteceu logo que eles pecaram? Possivelmente, porque os anjos fiéis ainda não tinham compreendido as profundas consequências do pecado. Ser-lhes-ia conveniente constatar no que iria dar a política de Satanás, a fim de que continuassem a servir a Deus por amor e não por medo.

Ao conhecerem o fruto ruim, condenariam a árvore; mas, para tanto, ela precisava desenvolver-se; era necessário dar tempo para que Satanás e seus comparsas se revelassem completamente; e assim, o caminho, escolhido pelos maus, fosse, decidida e conscientemente, rejeitado pelos anjos fiéis.

Tentando, por todas as maneiras, impedir que Jesus salvasse também a humanidade, Lúcifer revelou seu maligno caráter. Na cruz, romperam-se os últimos laços de simpatia que os anjos de Deus ainda mantinham com ele. Foi expulso dos seus corações.

“Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo.” (João 12.31-32). Ao morrer na cruz, Jesus venceu a Satanás: ‘... Lancei-te por terra [venci-te], diante dos reis te pus, para que te contemplem.’ (Ezequiel 28.17).

 

A estratégia divina!

Por que Satanás continuou a existir após a cruz? Se Satanás e seus anjos tivessem deixado de existir logo após a cruz, as tendências ao mal, que residem em nosso coração, teriam sumido também? A lei do egoísmo humano a lei da infelicidade deixaria de atuar, evaporaria? Não! Lembremo-nos de ‘... que Deus em tudo coopera para o bem daqueles que O amam ...’ (Rom. 8.28 - Ed. Paul./ 1967).

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