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antagônicas, contrárias entre si, a respeito do que é pecado:
(a) Uma corrente que, equivocadamente, entende que pecado é também aquilo que somos, a nossa natureza com tendências hereditárias ao mal. O pecado teria existido [e existiria] em nós, independentemente das nossas decisões e mesmo antes delas! O pecado seria ‘como a barba’,5 que pode ser aparada, mas não eliminada.
(b) A outra corrente que, acertadamente, define pecado como uma escolha. Se o pecado for consciente/voluntário, gera culpa!
Se for inconsciente/involuntário, não gera culpa! Uma maldosa decisão consciente pode, ou não, resultar, finalizar em palavra ou num ato externo, contrários à vontade de Deus. Cometer pecados restringe-se à área das decisões humanas, das intenções, das escolhas mentais.
(a) PECADO COMO NOSSA NATUREZA, AQUILO QUE SOMOS!
Essa corrente de pensamento não define, como pecado, apenas as escolhas humanas, contrárias à vontade de Deus; mas inclui, em seu conceito do que é pecado, também o que somos, a nossa natureza. “Pecado é, então, não apenas aquilo que nós fazemos, mas aquilo que nós somos”6 “Pecado é mais que um ato, é também uma força, um princípio, um poder que reside em nossas naturezas pecaminosas.” 7 A ‘lei do pecado e da morte’ (Rom. 8.2) já seria pecado!
Também expressam-se assim:
“Todos nós ... viemos ao mundo corrompidos com o contágio do pecado ... À vista de Deus somos corrompidos e poluídos ... A impureza dos pais é transmitida a seus filhos ... Todos são originalmente depravados ... A culpa provém da natureza.”8
“Nossas naturezas humanas, que herdamos de Adão ao nascer, tornam-nos pecadores.” 9
Como nascemos com tendências hereditárias ao mal, estes acreditam que elas já seriam mesmo uma ofensa a Deus. Observe outras maneiras como formulam seu equivocado entendimento: “Embora o pecado inclua escolhas errôneas ... ele também inclui natureza.”10
5 Martinho Lutero. 6 Robert J. Wieland, In Search of The Cross, pág. 46. 7 Jack Sequeira, Saviour of The World, pág. 99. 8 João Calvino, Institutos da Religião Cristã, livro II, cap. 1, # 5-10 e 27. Ênfase acrescentada. 9 Jack Sequeira, Saviour of The World, págs. 23-24. 10 Norman Gulley, Ministry, Junho 1985 (Vide Zurcher, Tocados Por Nossos Sentimentos, pág. 170). Ênfase acrescentada. |
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