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‘... a natureza do pecado inclui um aspecto interno (inclinação egocêntrica).’11 ‘Para Jesus, pecado, mais que o ato, é uma condição, um estado, uma inclinação da natureza humana para o mal.’ 12
Entendem esses que estaríamos ofendendo a Deus até pelo simples fato de termos nascido na família humana! Porque herdamos uma natureza pecaminosa, sujeita à lei do egoísmo, com tendências ou inclinações hereditárias ao mal! Essas, automaticamente, gerariam a nossa culpa! Teríamos, assim, herdado a culpa de Adão, pois foi dele que herdamos a natureza humana, da qual se originam os desejos, pensamentos maus! Nossa natureza seria uma ofensa a Deus! Seríamos culpados porque a nossa natureza é inimiga dEle. Porque ela não aprecia o que Ele gosta e gosta do que Ele detesta. Deus nos destinaria à segunda morte exatamente porque, interiormente, nos sentimos naturalmente atraídos ao mal, assim como o ferro sente natural atração ao ímã. A culpa teria origem tanto naquilo que somos — inclinados ao mal — como no mal que tencionamos fazer e, em decorrência disso, fazemos.
Absurdos e armadilhas! Entendem eles que Deus estaria sendo ofendido a partir do instante em que o bebê é gerado, no ventre materno. Desde o momento em que Ele mesmo dá vida ao novo ser, até o fim dos seus dias, nosso Senhor permaneceria, CONSTANTEMENTE, sendo ofendido, por causa da existência das nossas tendências ao mal, que não poderão ser erradicadas da gente de forma alguma. A nossa natureza humana pecaminosa seria uma perene, inalterável e inevitável ofensa a Deus. Se prosseguirmos, nessa equivocada linha de raciocínio, até a sua conclusão final, chegaríamos a outras complicadas suposições. Por exemplo: também o pai e a mãe do novo ser estariam ofendendo a Deus ao gerar mais uma natureza humana! E, como é o próprio Deus quem dá vida ao novo ser, Ele mesmo estaria ofendendo-Se a Si mesmo! Ao nos dar vida, Ele estaria auto-ofendendo-Se! E isso desde o início até o fim da existência! Nós seríamos o pecado e seríamos um pecado sem solução! Existiria culpa em nós, mesmo antes de podermos compreender e tomar decisões sobre o certo e o errado! Deus estaria sendo ofendido, e nosso estado pecaminoso nos condenaria, antes mesmo de concordarmos ou cedermos, conscientemente, à tendência ao mal. Consequentemente, tudo o que o
11 Frank B. Holbrook, O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo, pág. 91. Ênfase acrescentada. 12 Amin A. Rodor, RA, 2004, Abril, pág. 6. Ênfase acrescentada. |
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