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partir de impulsos mentais, tendentes para o bem ou para o mal, resultando, ou não, daí, em atos praticados num desses dois campos.
‘Em pecado’, não ‘Em culpa’ A Palavra de Deus não se contradiz. Ela afirma: ‘... o filho não levará a iniquidade do pai.’ (Ezequiel 18.20). Logo, não herdamos a culpa de Adão; e, consequentemente, não há culpa nos desejos ou pensamentos maus, oriundos de nossa natureza humana, desde que não cedamos a eles, mas que os afastemos por serem odiosos. Então, quando Davi expressou-se: ‘Eu nasci em iniquidade, e em pecado me concebeu a minha mãe’ (Salmo 51.5), ele não estava confessando que nasceu com a culpa do Adão. Nasceu ‘em pecado’ e não ‘em culpa’. Os que entendem que Davi — ou qualquer outro homem — tivesse nascido em culpa, estão admitindo que haveria contradição na Palavra, coisa impossível de suceder. A única possibilidade que nos resta, então, é concluir que a expressão ‘em pecado’ significa: ‘sob a lei do pecado’, isto é, sob a tendência egoísta natural, com inclinação ao mal. Nascemos afetados pelo pecado de Adão, isto é, sob o domínio da lei do egoísmo e sujeitos à 1ª morte; mas não nascemos infectados por aquele pecado, ou seja, não nascemos com culpa.
Pecado voluntário e involuntário Existem duas formas de transgressão: voluntária e involuntária. O pecado voluntário é conscientemente agir de modo contrário à vontade de Deus; ou escolher manter-se propositadamente ignorante, recusando examinar ou aceitar nova luz, novo esclarecimento. A transgressão voluntária, consciente, é rebelião contra Deus, ofende ao Senhor e resulta em culpa, pela qual Ele nos considera, pessoalmente, responsáveis. Toda ação consciente é precedida de decisão mental, obviamente. O pecado involuntário — pecado por ignorância — é agir contrariamente à vontade de Deus antes da idade da responsabilidade, ou, ignorantemente após a idade da razão, não sabendo que era pecado, por falta de informação, de discernimento ou de reflexão. O verdadeiro pecado por ignorância real, ou involuntário, não é rebelião contra Deus. Não resulta em culpa ou responsabilidade pessoal. O sangue de Cristo expia, automaticamente, o pecado involuntário. Ninguém é considerado culpado por pecado involuntário, visto não haver consciência dele. Se alguém não tem consciência, de que o que vai praticar é algo mau, estaria ofendendo a Deus? Seria culpado perante Ele? Seria, por isso, |
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