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A citação supra poderia ser parafraseada da seguinte maneira: ‘E, de fato, repreendendo-os diz: Eis aí vem dias, diz o Senhor que, após a cruz, firmarei a segunda dispensação da Nova Aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a Antiga Aliança de Êxodo 19 e 24, que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egito, porquanto, ainda que Eu os tivesse esposado, como um marido ao se casar com sua esposa, eles inicialmente desprezaram a Minha proposta de renovação da Nova Aliança, em sua primeira fase, feita no Éden e reconfirmada com Abraão.’ Essa é a única referência à aliança de Êxodo 19 e 24 que encontramos no livro de Hebreus.
A segunda etapa muito mais gloriosa! Como temos ressaltado, a ‘Aliança da Graça’ compõe-se de duas fases: antes da cruz e depois da cruz. Queremos chamar a atenção para um fato que poderia nos levar a um entendimento equivocado. Paulo, em Hebreus, a exemplo de Jeremias, refere-se à segunda fase —depois da cruz —como sendo a ‘Nova Aliança’ e/ou ‘Segunda Aliança’; e à primeira fase chama de ‘Antiga Aliança’ ou ‘Primeira Aliança’. Em sua epístola, Paulo considera que, na segunda fase houve a substituição do Santuário [terrestre pelo celestial]; do sacerdócio [levítico pelo de Melquisedec]; do Sumo Sacerdote [humano pelo divino —Jesus Cristo]; das ofertas [sangue de animais pelo sangue de Jesus Cristo]; da frequência [múltiplas vezes por uma única vez], etc. E em Hebreus 9.18-22, temos a descrição da inauguração do Santuário terrestre: ‘Pelo que nem a primeira aliança [primeira fase da Nova Aliança] foi sancionada sem sangue. ... Igualmente aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os utensílios do serviço sagrado.’
O ‘defeito’ da primeira fase! Lemos em Heb. 8.7: ‘Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para segunda.’ Alguns estudiosos têm compreendido que o ‘defeito’ —acima referido por Paulo — teria sido a adoração do bezerro de ouro por parte dos israelitas. Note-se, porém, que o texto esclarece que o referido ‘defeito’ não estava no povo, e, sim, na própria aliança! E qual era o defeito da primeira fase da Nova Aliança? Era este: ‘Porque é impossível que sangue de touros e de bodes remova pecados’ ou ‘se oferecem assim dons como sacrifícios, embora estes, no tocante à consciência, sejam ineficazes |
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