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Seria, por exemplo, alimentarmos a falsa expectativa de não mais virmos a ter desejos pecaminosos ou pensamentos maus, o que equivale a alimentar a utopia de ser possível possuir carne santa, nesta vida, isto é, antes da volta de Jesus . Ou criarmos a expectativa de que as hereditárias tendências ao mal seriam erradicadas também de nossa pecaminosa natureza humana. Elas permanecerão conosco enquanto estivermos neste mundo! Sabemos que, pela graça do Senhor, é perfeitamente possível erradicá-las de nosso caráter, mas de nossa carne, não. Isso será um feito impossível de se realizar nesta vida. Ou distorcer um ensinamento bíblico de tal sorte que se torne ridículo ou impossível de praticá-lo, isto é, um absurdo. Por exemplo: Considerar que, para cumprir a instrução do Mestre, em Mateus 5.39 [“Eu, porém vos digo: Não resistais ao perverso; mas a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra.”], o cristão deveria, LITERALMENTE, oferecer seu rosto para que o ofensor o esbofeteasse — o que seria ridículo — quando o que Jesus nos está ensinando é a termos tal atitude de compreensão, mansidão, tolerância e amor perdoador ao ofensor, que nem sequer nos sintamos ressentidos pelo mal que nos foi ou está sendo feito. Ou que, para cumprir Mateus 5.29 [“Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; ... E se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti ...”], o cristão deveria, LITERALMENTE, arrancar seu olho, ou cortar fora a mão — o que seria um absurdo inadmissível — quando Jesus está, realmente, Se referindo a ‘negar o eu maldoso’.
+ Para uma desilusão: “Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade.” (Mateus 7.23). Praticar a iniquidade é sinônimo de transgredir a Lei de Deus, de não prestar uma obediência perfeita. Trata-se de imperfeição na obediência à Lei. Se o perfeccionismo é, de fato, danoso, igualmente o é o imperfeccionismo — a doutrina da imperfeição — que, presunçosamente, ensina que Deus nos receberia na Pátria celestial, ainda que continuássemos a transgredir a Sua Lei, conscientemente. “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.” (Apoc. 21.8). Assim nosso Deus declara-Se claramente contrário à impunidade. |
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