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semelhante ao de Cristo, obediência à Lei de Deus, vitória sobre o pecado, o mal, o ego. O que está na espiga é precisamente o mesmo que o plantado!

Se o Semeador e a Semente são os mesmos e se a terra é considerada boa, por que a quantidade produzida não é a mesma? Por qual motivo um crente teve mais êxito que outro em revelar, pela graça, o caráter do Senhor, sendo que ambos foram igualmente sinceros? O que quis o Senhor nos ensinar, ao realçar o fato de que a ‘terra boa’ produziu ‘a cem, a sessenta e a trinta por um’?

Temos visto que a finalidade do evangelho é preparar pessoas para que sejam dignas da confiança divina. O cristão fiel, sincero e honesto —tipo ‘terra boa’ ‘morto para o pecado’, não considera que seu coração seja sem pecado. Sua característica essencial é crer que, mediante a Palavra, o Senhor lhe concede poder para vencer o pecado. Não lhe importa quem e sim, o que está certo ou errado. Também teme ofender a Deus e mantém sua consciência limpa. “Por isso também eu procuro ter sempre uma consciência incontaminada, diante de Deus e dos homens.” (Atos 24.16 Edições Paulinas/ 1967).  

Ao perceber que ofendeu a Deus ou ao próximo, arrepende-se e imediatamente pede perdão, confessando particularmente pecado a pecado. Não racionaliza, buscando desculpar seu costume, contrário a qualquer orientação bíblica. Mantém uma relação pessoal, íntima, experimental com o Salvador e vigia constantemente a fim de que a maldade do próprio ego não venha a se manifestar nele novamente. E continua sendo um firme aprendiz!

 

Antes de tudo: humildade!

Eis o que Paulo um ‘terra boa’ pensava de si próprio: “... Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” “A mim, o menor de todos os santos ...” “... considerando cada um os outros superiores a si mesmo.” “não sou digno de ser chamado apóstolo” (1ª Tim. 1.15; Efésios 3.8; Filip. 2.3; 1ª Cor. 15.9). A pessoa humilde não se considera necessária ou mesmo digna de pertencer à sua família, nem à sua igreja e nem de sua função ou trabalho.

O crente, tipo ‘terra boa’, não está ciente de ser ‘terra boa’. Ele mesmo não se considera assim; antes considera-se um fariseu. Julga-se mau, um pecador; reconhece, íntima e sinceramente, a pecaminosidade de sua natureza; sente-se sempre necessitado da graça, do poder e da misericórdia de Deus.

Amigo, tenha em mente, porém, que o cristão fiel e sincero, que realmente pertence ao grupo dos publicanos, que ‘desceu justificado para sua casa’, aprovado por Deus (Lucas 18.14) é precisamente aquele que, no íntimo de sua alma, se considera um fariseu. E sabe-se que todo fariseu, infeliz vítima de sua

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