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desolada e sem habitantes [Jer. 4.23-27], e ele sofrerá finalmente a completa penalidade do pecado no fogo que destruirá a todos os ímpios. Assim o grande plano da redenção alcançará o seu cumprimento na eliminação final do pecado e na libertação de todos os que estiveram dispostos a renunciar o mal. No tempo determinado para o juízo — o final dos 2.300 dias em 1844 — iniciou-se a obra de investigação e o apagamento dos pecados. Todos os que professaram o nome de Cristo, devem passar por este rigoroso exame. Tanto os vivos como os mortos deverão ser julgados “de acordo com as coisas escritas nos livros, segundo as suas obras.” Os pecados, para os quais não houve arrependimento e não tenham sido abandonados, não serão perdoados nem apagados dos livros de registro, mas permanecerão como testemunho contra o pecador no dia de Deus. Poderá ele ter cometido as suas más ações à luz do dia ou na escuridão da noite; todavia eram conhecidas e manifestas para Aquele com quem temos de prestar contas. Anjos de Deus testemunharam cada pecado, e o registraram nos relatórios infalíveis. O pecado pode ser ocultado, negado, encoberto ao pai, à mãe, à esposa, ou aos filhos e aos amigos; ninguém, a não serem os próprios culpados, terá talvez a menor suspeita do mal; porém não deixa de ficar a descoberto perante os seres celestiais. A obscuridade da noite mais sombria, o mistério de todas as artes enganosas não conseguem ocultar um só pensamento ao conhecimento do Eterno. Deus tem um registro exato de todo o ato injusto e ilícito. Não Se deixa enganar por uma aparência de piedade. Não se equivoca na Sua apreciação do caráter. Os homens podem ser enganados por outros de coração corrupto, porém Deus penetra todos os disfarces e lê a vida íntima. Que pensamento tão solene! Cada dia que passa, leva consigo o seu abundante relatório de anotações para os livros do Céu. Uma palavra pronunciada, um ato cometido, não podem ser jamais retirados. Os anjos tomam nota, tanto do bem como do mal. O mais poderoso conquistador deste mundo não pode revogar o registro de um só dia sequer. Os nossos atos, as nossas palavras, até os nossos mais secretos motivos, todos têm o seu peso na decisão do nosso destino para a felicidade ou para a maldição. Poderemos esquecê-los, mas nem por isto deixarão de testificar em nosso favor ou contra nós, para justificar ou condenar. Assim como os traços da fisionomia são reproduzidos com minuciosa exatidão sobre a polida chapa fotográfica, assim também está o caráter fielmente delineado nos livros do Céu. Quão pouca preocupação é sentida |
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