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com respeito a este registro que deve ser examinado pelos seres celestiais! Se pudesse ser aberto o véu, que separa o mundo visível do invisível, e os filhos dos homens pudessem ver um anjo anotar cada palavra e cada ato que tornarão a defrontar no dia do juízo, quantas palavras que se pronunciam, cada dia, não seriam jamais pronunciadas! Quantos atos deixariam de ser praticados! No juízo será examinado o uso feito de cada talento. Como temos empregado o capital que o Céu nos concedeu? À Sua vinda receberá o Senhor o que é Seu com juros? Temos aperfeiçoado as faculdades confiadas às nossas mãos, aos nossos corações e às nossas mentes para a glória de Deus e benefício do mundo? Como temos empregado o nosso tempo, a nossa pena, a nossa voz, o nosso dinheiro, a nossa influência? Que temos feito por Cristo na pessoa dos pobres, dos aflitos, órfãos e viúvas? Deus fez-nos depositários da Sua santa Palavra; que temos feito com a luz da verdade, que nos foi confiada a fim de tornar os homens sábios para a salvação? Não é dado valor a uma simples profissão de fé em Cristo. Somente é genuíno o amor demonstrado pelas obras. Somente o amor é o que, diante dos olhos do Céu, confere valor a um ato qualquer. Tudo o que se faz por amor, por insignificante que pareça na opinião dos homens, é aceito e recompensado por Deus. O egoísmo oculto dos homens aparece nos livros do Céu. Ali está o registro dos deveres que não foram cumpridos para com o próximo e do seu esquecimento das exigências do Senhor. Ali se verá quão frequentemente foram dados a Satanás, tempo, pensamentos e energias que pertenciam a Cristo. Muito tristes são as anotações que os anjos levam ao Céu. Seres inteligentes, que professam serem discípulos de Cristo, estão absorvidos por obtenção de bens mundanos e pelo gozo dos prazeres terrenos. O dinheiro, o tempo e as energias são sacrificados à ostentação e ao egoísmo; porém poucos são os momentos dedicados a orar, a estudar as Sagradas Escrituras, a humilhar a alma e a confessar os pecados. Satanás inventa inumeráveis meios de distrair as nossas mentes da obra em que precisamente deveríamos estar mais ocupados. O arqui-enganador aborrece as grandes verdades que fazem ressaltar a importância de um sacrifício expiatório e de um Mediador todo-poderoso. Sabe que o seu êxito reside em desviar as mentes de Jesus e da Sua verdade. Os que desejam participar dos benefícios da mediação do Salvador não devem permitir que coisa alguma os impeça de cumprir o seu dever de aperfeiçoar-se na santificação e no temor de Deus. Em lugar de dedicar horas preciosas aos prazeres, à ostentação e à busca de posses, devem consagrá-las a |
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