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contra o poder de Satanás, e isto teria destruído o plano de salvação, mesmo se Ele não tivesse pecado.”14

 

“Aqui a provação de Cristo foi muito maior do que a de Adão e Eva, pois Ele assumiu nossa natureza, decaída mas não corrompida, e que não se perverteria  a menos que Ele aceitasse as palavras de Satanás em lugar das palavras de Deus.15

 

“As palavras de Cristo encorajam os pais a trazer suas crianças a Jesus. Elas podem ser geniosas, e possuir paixões como aquelas da humanidade, mas isto não nos deveria intimidar de as trazer a Cristo. Ele abençoou as crianças que possuíam paixões iguais às Suas próprias.”16

 

“Em Sua humanidade, Cristo participou de nossa natureza pecaminosa, caída. Senão, não seria então ‘em tudo semelhante aos irmãos’, não seria como nós, em tudo ... tentado, não venceria como temos de vencer, e não seria, portanto, o completo e perfeito Salvador que o homem necessita e deve ter para ser salvo. A idéia de que Cristo nasceu de uma mãe imaculada ou isenta de pecado, sem herdar tendências para pecar, e por isso não pecou, põe-nO à parte do domínio de um mundo caído, e do próprio lugar onde é necessário o auxílio.

“De Sua parte humana, Cristo herdou exatamente o que herda todo filho de Adão —uma natureza pecaminosa. Do lado divino, desde a própria concepção, foi gerado e nascido do Espírito. E tudo isso foi feito para colocar a humanidade num plano vantajoso, e demonstrar que da mesma maneira todo que é ‘nascido do Espírito’ pode obter idênticas vitórias sobre o pecado, mesmo em sua pecaminosa carne. Assim cada um tem de vencer como Cristo venceu. Apoc. 3.21. Sem este nascimento, não pode haver vitória sobre a tentação, nem salvação do pecado. João 3.3-7.”17

 

“É um mistério, que permanece inexplicável aos mortais, que Cristo pôde ser tentado em todos os pontos como nós somos, e ainda estar sem pecado.”18  

 

“Cristo foi tentado em todos os pontos, à nossa semelhança, mas sem pecado. Ele disse: ‘Aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em Mim.’ Que significa isto? Significa que o príncipe do mal não pôde encontrar em Cristo uma posição vantajosa para sua tentação; e pode suceder a mesma coisa conosco.”19

 

 

14 Alonzo T. Jones, General Conference Bulletin, 1895, pág. 349 [96].

15 Manuscrito 57, 1890, Citado em Zurcher, Tocado por Nossos Sentimentos, pág. 186; também em Cristo Triunfante [MM 2002], pág. 208 [no CD é a 207].

16 Signs of the Times, 09 de Abril de 1896.

17 Extraído do Capítulo ’Vida sem Pecado’, do Livro ’ESTUDOS BÍBLICOS —Doutrinas Fundamentais das Escrituras Sagradas’, edição de 1980, págs. 140-141, publicado pela CPB.

18 Carta a Baker (Letter 8, 1895); SDABC, vol.5, págs. 1128-1129.

19 Review & Herald, 08.11.1887 e 10.05.1891 [3 Mens. Escolhidas, pág. 192]. Ora, como ’pode suceder a mesma coisa conosco’, e nós não poderemos, nesta vida, possuir ’carne santa’, isto é, uma natureza humana sem tendências ao mal, conclui-se que o texto se refere às tendências cultivadas e não às hereditárias, obviamente.

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